Após 40 dias do nascimento de Jesus, Maria e José, seguindo a tradição judaica, vão ao Templo para apresentar o menino
A oferta de dois pequenos pombos representa a oferenda dos pobres, a simplicidade daqueles que não possuíam muitos bens, mas que traziam no coração a certeza da proximidade da chegada de um tão grande Redentor.
No Templo, Maria, ao apresentar o menino, a verdadeira Luz, que jamais se apaga, encontra-se com o velho Simeão. O velho sacerdote contempla a salvação de Deus que está diante de seus olhos, mas não deixa de advertir que uma espada de dor traspassará o coração daquela virgem jovem mãe que, com seu generoso sim, contribuiu, a fim de que Deus encontrasse lugar seguro para vir ao encontro da humanidade, revelando-se como Salvador, por meio do seu Filho.
Maria, na fé, assumiu a missão de acompanhar todos os passos do Filho, isto é, do seu nascimento à cruz, da sua ressurreição à ascensão.
As páginas das Sagradas Escrituras registram que a bendita entre todas as mulheres acompanhou cada um dos passos de seu Filho, contemplando suas ações, para guardá-las e meditá-las em seu coração de mãe.
No Templo, ao apresentar seu amado Filho na fé, na esperança e na caridade, Maria recebeu e guardou no coração as palavras do velho Simeão. Aos pés da cruz a profecia do velho sacerdote do Templo se realiza.
Porém, tendo os olhos fixos no seu Senhor, a jovem de Nazaré contempla no alto da cruz a epifania de um Deus que, por amor a sua criação, é capaz de doar sua própria vida, para que no Filho todos encontrem a vida em abundância.
Por isso, da apresentação no Templo até a cruz, com Maria contemplamos a oferta total de um Deus que, por meio do seu Filho, nos faz participantes da verdadeira vida. A Festa da Apresentação do Senhor nos ensina que em Jesus encontra-se toda vida e salvação.