Era uma vez um jovem advogado em Nápoles, na Itália, chamado Afonso de Ligório. Inteligente, artista, criativo. Nem tinha 20 anos e já era afamado. Muito ético, defendia com transparência a justiça. Um dia foi passado para trás nessas manobras judiciárias já conhecidas na sua época, o século 18. Ele entrou em crise. Será que valia a pena gastar a vida nesse tipo de disputas? E então, surpresa geral, abandonou a carreira brilhante de advogado. Optou por ajudar na educação espiritual e moral das pessoas e ficou padre. Em pouco tempo, já era o padre afamado que todos queriam conhecer e ouvir. Super procurado, entrou em estafa e o médico prescreveu repouso fora da cidade. Foi quando teve outra crise. Encontrou, no mundo rural, gente muito pobre, cuidadores de cabras, abandonados de ajuda moral e espiritual, enquanto ele na cidade ajudava pessoas que já tinham tantos recursos à disposição. Decidiu partir para outra: fundar um grupo para levar a palavra de Deus aos mais abandonados. Fundou a Congregação Redentorista.
E como ficou o Padroeiro nas confissões? Inteligente como era, escreveu muito sobre a Teologia Moral. No seu tempo viam pecado em tudo, e Deus, um justiceiro que castiga. Afonso mostrou que Deus é Amor infinito, interessado em nos ensinar o Amor e não em castigar. Jesus é seu Filho que veio nos ensinar a Amar. Assim, na confissão, Afonso pôs a confiança no Amor de Deus antes de tudo. E então deixou uma espécie de roteiro para as confissões:
- Fazer da confissão um encontro com a Bondade de Deus e reconhecer pontos falhos (os padres devem acolher bem; ouvir para ajudar e não para condenar).
- Ver como vai a vida cristã, desfazer dúvidas ou confusões. Essa parte é uma espécie de “diagnóstico médico espiritual”.
- Receber Palavra da saúde espiritual, que ajude a esclarecer e crescer na fé, confiança e caridade.
- Esclarecer questões mais graves, buscando com o confessor o que fazer para corrigir dados causados e como agir para frente.
- Nisto se celebra o perdão de Deus que vai acontecendo em nossa vida. E é importante sair da confissão agradecendo e sentindo o Amor de Deus que nos antecede e nos acompanha.
Afonso se tornou assim um advogado da consciência moral. Foi declarado Santo e Doutor da Igreja, e Padroeiro dos Confessores e dos que estudam a Moral Cristã.