Maria, Mãe de Deus, Rainha e modelo de construção da paz e da fraternidade

A Mãe do Senhor é também o modelo de construtora da paz e da fraternidade, sendo a primeira discípula-missionária de seu Filho, o Príncipe da Paz (Is 9,6)
A imagem de Nossa Senhora da Paz encomendada pelo Papa Bento XV na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma

Estes dois conteúdos estão intimamente entrelaçados em seu sentido maior. A Mãe do Senhor é também o modelo de construtora da paz e da fraternidade, sendo a primeira discípula-missionária de seu Filho, o Príncipe da Paz (Is 9,6). No transcurso dos séculos, consolidou-se essa devoção à Mãe do Salvador como Rainha da Paz.

Ressaltamos nesse contexto a cooperação singular de Maria Santíssima na reconciliação ou na paz realizada por Cristo. No Mistério da Encarnação, como humilde serva do Senhor, dizendo sim ao anúncio do anjo, concebeu em seu seio virginal o Príncipe da Paz. No Mistério da Paixão, como mãe fiel e das dores, esteve em pé junto à cruz, onde seu filho, pelo seu sangue, deu a paz ao universo, consumando a nossa salvação. No Mistério de Pentecostes, a Virgem Santíssima esperou com os apóstolos, em oração, o Espírito da unidade e da paz, da caridade e da alegria.

O Papa Bento XV, em 1917, em plena primeira Guerra Mundial, inseriu na ladainha lauretana a invocação “Rainha da Paz”. Encomendou também ao escultor Guido Galli a imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz para pedir à Virgem o fim da guerra em 1918. Nessa escultura sacra, na Basílica de Santa Maria Maior, Nossa Senhora tem o braço esquerdo levantado a ordenar o fim da guerra, enquanto com o braço direito segura o menino pronto a deixar cair o ramo de oliveira, simbolizando a paz. Na base há flores significando o recomeço da vida, com a pacificação.

O Sucessor de Pedro, o Romano Pontífice, nos recorda que a paz não é só ausência de guerras, convenção da conveniência social ou de interesses políticos ou econômicos, mas é fruto de uma verdadeira conversão dos corações que leva a um reconhecimento da fraternidade universal, ao amor ao próximo, na vivência da justiça e no resgate e promoção da dignidade humana. E Maria é exemplo e modelo desta total correspondência ao plano do Senhor, Mãe do próprio Criador, enquanto Verbo Encarnado, o Senhor da Paz, como grande serva que viveu a justiça-santidade, na serenidade e harmonia da Sabedoria, na profecia da Verdade, no serviço missionário do Amor-solidariedade, na plena entrega de peregrina da fé, de semeadora do Reino do seu Filho.

Maria, Rainha da Paz, rogai por nós!

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