A digidade da mulher para mais fraternidade

É preciso resgatarmos alguns exemplos bíblicos, junto da Igreja, para nos conscientizar de que, em Cristo, somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)
Painel das Santas Mulheres, na Nave Norte da Basílica de Aparecida

No dia 08 de março celebramos o Dia Internacional da Mulher. Uma data que nos faz recordar a importância da dignidade, igualdade e conquista feminina, bem como seu respeito, em todos os ambientes sociais

Ainda há índices crescentes de violência, feminicídios, relacionamentos abusivos e preconceituosos, que atingem a mulher. É preciso resgatarmos alguns exemplos bíblicos, junto da Igreja, para nos conscientizar de que, em Cristo, somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8).

A oficialização dessa data mundial foi promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1975, resultado de uma série de mobilizações políticas no decorrer do século XX nos Estados Unidos, na Rússia e na Europa. Desde então, aconteceram alguns avanços reflexivos de como a sociedade as trata. Mas é preciso continuar avançando e refletindo, a começar pela forma como convivemos com as mulheres dentro de nossos lares e comunidades.

Existem apontamentos entristecedores em nosso país com relação a isso: os casos de feminicídios no 1º semestre do ano passado tiveram um crescimento de 10,8%, de 2019 a 2022. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência baseada em gênero, que é a violência que atinge as mulheres, está crescendo. Nessa estatística, cerca de 699 mulheres foram vítimas, uma média de 4 por dia.

Por isso, o respeito e a necessidade de salvaguardar a inclusão das mulheres se trata de Justiça Social. Jesus sabia disso, pois estava em relacionamento contínuo com Deus, que é Pai e Justo, cuja justiça é baseada nos critérios da misericórdia, inclusão, comunhão e fraternidade. Ninguém estava fora do Reino e da História de Salvação, sobretudo os pobres e excluídos de seu tempo, como as mulheres. Exemplos disso encontramos em algumas histórias de mulheres na Bíblia e nos dias de hoje, como: Rute, Judite, Ester, Maria (Mãe de Jesus), Isabel, Maria Madalena, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce dos Pobres, Santa Baquita, Zilda Arns, Irmã Dorothy… e tantas outras mulheres que, conhecidas por nós ou no anonimato, buscam viver a fé e amar a todos como irmãos e irmãs.

Façamos memória desse evento, para que em todos os dias sejamos mais responsáveis, junto com as mulheres, que nos revelam o rosto materno de Deus, pela construção de um mundo mais fraterno e respeitoso. Assim, junto com o Papa Francisco, agradecemos todas “que, todos os dias, procuram construir uma sociedade mais humana e acolhedora”.

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