Pe. Gianny José Gracioso Bento
Assessor diocesano da Pastoral Familiar na diocese de Campo Mourão (PR)
Cada um de nós pertence a uma família, com suas particularidades. No entanto, caminhamos juntos, como família cristã, nas estradas da vida, em um tempo um tanto quanto conturbado. Nesse grande percurso, o convite de Jesus continua o mesmo: “sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Todavia, a vivência desse chamado acontece de maneira integrada à Igreja e não de forma isolada, pois o ramo que se separa da videira seca e morre (cf. Jo 15,6).
A vocação familiar à santidade, para ser bem construída, precisa se alicerçar na rocha que é Cristo. Para isso, faz-se necessária uma vida de oração. Necessitamos de famílias que rezem juntas, num diálogo constante, verdadeiro e profundo com o Mestre.
A oração familiar é o que anima, sustenta e envia a família em missão. É família evangelizando família. Essa evangelização se pauta no amor sincero aprendido nas Sagradas Escrituras, que nos interpela a amar a Deus e ao próximo (cf. Mt 22,37- 39), numa atitude de saída, utilizando dos novos itinerários e acompanhamentos a fim de formar e transformar a realidade de dor e exclusão de muitas famílias, em experiências de acolhida e inclusão. Precisamos de um medicamento que cure as feridas familiares: o amor!
Cada família torna-se uma Igreja Doméstica, que unida a outras Igrejas Domésticas faz transparecer a Igreja, Povo de Deus (cf. LG 9). Essa união faz acontecer o diálogo, tão necessário em nossos tempos, que marcadamente precisam de escuta e partilha. É o tempo da Sinodalidade. Pensar uma Igreja Sinodal, é pensar na família. Ela é, por excelência, o lugar da escuta e ajuda (cf. AL 137), onde se pensam as realidades concretas e existenciais. Tenhamos sempre corações ardentes e pés a caminho (cf. Lc 34,32-33) a fim de apontarmos o Cristo, iniciando por nossa família.