O Concílio Vaticano II representou um novo tempo para vários segmentos da vida eclesial. No que se refere à vida litúrgica foi e continua sendo até os nossos dias um tempo particular de renovação. Desde o encerramento do Concílio, que se deu na segunda metade de 1960, a comunidade cristã vem experimentando alguns processos de reforma da sua liturgia, em vista da promoção da participação ativa, consciente, plena e frutuosa do povo de Deus nas ações litúrgicas da Igreja.
A publicação de uma nova edição do Missal Romano, em 1970, é um dos exemplos mais claros de uma Igreja que estava preocupada com a renovação de sua vida litúrgica e, sobretudo, atenta em conduzir seus fiéis à consciência de que a liturgia deve ser sempre para todos os cristãos uma fonte perene de espiritualidade. Na liturgia chegamos e dela partimos para realizar a grande missão da Igreja, que não é outra a não ser evangelizar a exemplo de Jesus.
Por isso, na busca de apresentar a liturgia como fonte de espiritualidade é que nascerão as edições do Missal Romano de 1975 e depois a edição de 2002. Essas duas edições irão completar aquela que já havia sido pensada e apresentada à Igreja em 1970. A tradução que a Igreja do Brasil receberá nos próximos meses foi feita a partir da última edição desse importante livro litúrgico, utilizado pelo presidente das nossas celebrações eucarísticas, que devem ser para nós fonte e cume de toda a vida cristã.
A tradução que logo mais teremos em mãos e que nos ajudará a celebrar e atualizar o Mistério Pascal, é fruto de um processo maduro que ainda estamos vivendo de renovação da vida litúrgica da Igreja. Nele encontraremos antigas e novas orações, que colocadas em diálogo nos testemunham a grande riqueza da tradição oracional da Igreja. Dessas somos chamados a beber, para que de fato a comunidade cristã seja neste mundo um testemunho vivo da pessoa do ressuscitado.