Um livro que nos forma para a fé

Nessa nova tradução do Missal Romano teremos o elenco com as celebrações da memória de homens e mulheres que se santificaram nesta terra de missão.
Primeira Santa Missa celebrada seguindo a Nova Tradução do Missal Romano durante a 60a Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida, em 19 de abril de 2023

A Igreja no Brasil está se preparando para acolher a nova tradução do Missal Romano para a nossa língua

Gustavo Cabral
Primeira Santa Missa celebrada seguindo a Nova Tradução do Missal Romano durante a 60a Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida, em 19 de abril de 2023 (Gustavo Cabral)

Como sabemos, o objetivo principal da reforma litúrgica não residiu em traduzir o rito romano para a celebração da eucaristia entre outros, nas línguas nacionais. O seu objetivo primeiro foi de promover a reforma e a renovação dos ritos litúrgicos, a fim de que eles promovessem uma participação ativa, plena, consciente e frutuosa dos fiéis nas orações comunitárias da Igreja. Era preciso colocar em relevo o que a liturgia celebra e atualiza, por meio de ritos e preces, isto é, o Mistério Pascal.

Diante de tão grande tarefa era preciso ajudar as comunidades a compreenderem aquilo que celebram, a fim de que encontrassem na liturgia uma fonte perene de espiritualidade. Por isso, a tradução do livro para o uso nas celebrações litúrgicas, para as línguas nacionais se fez necessária. Desse modo, como a vida litúrgica da Igreja é dinâmica, o Missal Romano de 1970 passou por algumas reformas e renovações. Por isso, a Terceira Edição Típica de 2002 trouxe alguns novos textos, através dos quais participando a comunidade do ministério sacerdotal de Cristo, na liturgia ela glorifica ao Pai e ao mesmo tempo busca a santificação de toda a humanidade.

Assim sendo, visando promover a vida litúrgica da Igreja do Brasil e uma qualificada participação dos fiéis que habitam este território, além dos textos eucológicos para a celebração do Próprio do Tempo, nessa nova tradução do Missal Romano teremos o elenco com as celebrações da memória de homens e mulheres que se santificaram nesta terra de missão. A nova tradução não é um distanciar-se da Tradição Eclesial, mas um contundente sinal e serviço da Igreja Universal em despertar cada vez mais nos fiéis a consciência de que na liturgia somos chamados a celebrar e a nos deixarmos conduzir pelo Mistério Pascal, que é o centro da nossa vida de fé.

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