Fase Continental do Sínodo: Escuta das Dioceses é fundamental

As dioceses que participaram da primeira fase do Sínodo vão analisar o Documento para a Fase Continental e enviar suas respostas
Entrega do Documento da Fase Diocesana para o Papa Francisco

Etapa em 2023 procura estender diálogo de acordo com fundamentos principais do caminho sinodal

Exercitar a escuta e não se esquecer da dimensão da Participação são algumas das principais tarefas da Fase Continental do Sínodo para a Sinodalidade. Em 2023, a resposta dos fiéis continua a ser um elemento fundamental: as dioceses que participaram da primeira fase do Sínodo vão analisar o Documento para a Fase Continental e enviar suas respostas – um processo que busca refletir resultados nas próprias dioceses durante o processo sinodal.

A dinâmica busca aprofundar o processo realizado no ano passado. O Pe. Luis Miguel Modino, do Centro para a Comunicação da Conferência Episcopal Latino-americana, garante que a etapa é essencial para o entendimento da Igreja como comunidade. “A sinodalidade tem que nos levar a abrir espaço para os outros, a alargar o espaço da nossa tenda, a entender que os outros, mesmo pensando diferente, também na vivência da fé, nos ajudam a crescer e a descobrir elementos que nós nunca tínhamos percebido”, afirma.

Ele destaca quais são as atitudes que as dioceses podem tomar nesta fase. “A mensagem é não ter medo de continuar escutando (…) e não ter medo de buscar caminhos que podem ajudar em nível local a partir de experiências que fazem parte da vivência da fé em diferentes lugares do mundo, relembra.

Nesta fase do Sínodo, o Bispo e a Equipe Sinodal Diocesana poderão ler o Documento para a Etapa Continental, publicado em outubro de 2022. As respostas das dioceses serão enviadas para a Equipe Nacional de Animação do Sínodo até o próximo 17 de fevereiro. A partir destas respostas, uma nova síntese será desenvolvida pela Equipe Nacional de Animação do Sínodo, que será discutida pelas Conferências Episcopais do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai entre 6 e 10 de março.

Caminhar à luz dos carismas da comunhão, participação e missão e reforçar o diálogo em comunidade eclesial são objetivos do Sínodo, que, segundo o pedido de Isaías, busca cada vez mais “alargar o espaço da tenda” (Is 42, 2) para, assim, cumprir a exortação de Cristo: “ide e fazei discípulos todos os povos” (Mt 28, 19).

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