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De que modo Jesus está presente na Eucaristia?

A Eucaristia é presença real, e não meramente simbólica, figurada ou espacial de Jesus. Ali Ele está presente como está presente no céu.
Milagre Eucarístico de Lanciano, onde a hóstia transformou-se, de forma visível, em um pedaço de carne

“O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício”

Vatican Media
Milagre Eucarístico de Lanciano, onde a hóstia transformou-se, de forma visível, em um pedaço de carne (Vatican Media)

O Catecismo Católico de 1992 reafirma a presença de Jesus Cristo na Eucaristia no modo como a Igreja, os teólogos e os fiéis professaram desde o início segundo o Novo Testamento: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.” Ao celebrar a páscoa judaica, Jesus deu-lhe o sentido definitivo da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Identificando-se com o pão e o vinho consagrou-os na Última Ceia como sua carne e sangue, reais e verdadeiros. O pão, alimento espiritual real (“descido do céu”), e sustento substancial. O sangue, o dele, que iria ser o Cordeiro imolado no sacrifício cruento da cruz. Sangue derramado para nos dar o direito à sua vida eterna. Pão e Vinho são sinais sacramentais do mistério de Cristo, morto e ressuscitado. A Missa e a Comunhão são o memorial perpétuo da sua presença viva entre nós, até que ele volte. Na mesa da Eucaristia e no altar do Calvário, Jesus doou-se a nós na sua própria vida divino-humana, uma vez para sempre. Na Ceia pascal, Ele fez a entrega da sua própria carne e sangue, de modo explícito, a seus discípulos de todos os tempos. Entrega humanamente impensável: “minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida”, penhor da vida eterna.

“Tomai e comei, isto é o meu corpo…Tomai e bebei, este é o cálice do meu sangue…” A mudança do pão e do vinho no corpo e sangue do Senhor morto e ressuscitado, sinaliza sua presença real, e não meramente simbólica, figurada ou espacial. Ele está presente na Eucaristia como está presente no céu. Presente sacramentalmente, porque assim o quis; não porque nós cremos e tentamos explicar. O “fazei isto em memória de mim”, é imperativo categórico e concreto. Não apenas recomendação. A Eucaristia é memória-viva da presença dele em nós. É Memorial sempre atualizado! É preciso distinguir a fé na presença real e as tentativas de explicações. As tentativas da explicação teológica são feitas nos estudos, pesquisas e cultos. São tantas quantos são os séculos da Igreja. Professar a fé em Cristo implica o nosso esforço em entender. Nunca é uma fé cega! Crer é mais fácil do que o entender. Explicar, significa aprofundar a compreensão com nossa fraca inteligência. Na Consagração que renova e atualiza ao vivo o Memorial eucarístico, temos a chance de comungar a pessoa mesma de Jesus no pão e vinho consagrados. Adorar é comungar o amor inaudito que se faz comida e bebida de vida eterna e sustenta a Igreja na peregrinação para o céu. Cremos no mistério, deixando as pesquisas para teólogos e estudiosos. Eles sempre levam em conta a Doutrina dos Concílios, do Magistério oficial da Igreja e da Tradição e nos ensinam a dizer: Amém.

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