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Casa da Mãe Aparecida: um santuário mariano ecológico!

As luzes da fé cristã inspiram a harmonia social e geram altos motivos para cuidar da natureza, integrar e unir as pessoas no esforço comum do desenvolvimento sustentável.
Padre Fábio Evaristo planta árvore no jardim do Santuário Nacional
Mariane Somma
Padre Fábio Evaristo planta árvore no jardim do Santuário Nacional (Mariane Somma)

Acolher bem também é evangelizar! O lema resume o sentido do Santuário Nacional, enquanto Casa da Mãe Aparecida. No culto, no anúncio, reflexão e celebração da Palavra, o lema qualifica a evangelização do Santuário. Também em relação às questões da cultura ecológica, a Casa da Mãe Aparecida está em sintonia eclesial com os cuidados pela Casa Comum na preservação do meio ambiente, proclamando o Evangelho da Criação. Até a arte pictórica da cúpula interna retrata os biomas da fauna e flora do Brasil, superpostas ao altar-mor da celebração.

Como discípulos e missionários de Jesus no contexto histórico que urge o zelo com a natureza, as convicções da fé podem ser mais influentes que as tentativas de consenso global sobre a Ecologia. As luzes da fé cristã inspiram a harmonia social e geram altos motivos para cuidar da natureza, integrar e unir as pessoas no esforço comum do desenvolvimento sustentável. São João Paulo II viu a vantagem de ser cristão para além da mera solidariedade humana. O Papa disse: “Os cristãos, em particular, advertem que sua tarefa no seio da criação e os seus deveres em relação à natureza e ao Criador fazem parte da sua fé”.

Na sua primeira Encíclica, nos idos de 1979, o mesmo São João Paulo II lamentava que a preocupação com o ambiente natural ocorria apenas em relação aos fins de uso e consumo imediatistas. Fazia-se urgente a conversão ecológica global! É louvável defender a Amazônia como um dos pulmões da biodiversidade do planeta, e denunciar as queimadas. Mas, urge também não ser ingênuo quanto às propostas de internacionalização da Amazônia, que só servem aos interesses econômicos das organizações internacionais. Nisso o Papa Francisco repete na Laudato Si, n° 38, a advertência do Documento de Aparecida, n° 86.

Em 2019, o Sínodo da Amazônia preconizou o conceito de pecado ecológico no seu Documento Final. “Propomos definir o pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, de transgressões contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas. É agressão à virtude da justiça.” A arte de Claudio Pastro sobre o Altar-mor da Casa da Mãe Aparecida retrata a rica biodiversidade brasileira, é um convite a adorar o Criador pelo mistério do Cristo Redentor que faz novas todas as coisas.

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