Nossa Senhora de Coromoto é a Padroeira da Venezuela. Tudo começou na época do começo da evangelização da região de Guanare por religiosos capuchinhos na metade do século XVII. Foi no encontro destes evangelizadores com umas das tribos indígenas locais que começou a devoção a Nossa Senhora de Coromoto.
O cacique da tribo, cujo nome era justamente Coromoto, se negava a receber o batismo e fazia oposição ferrenha ao trabalho dos evangelizadores. E se o cacique não aprovava a conversão, ninguém da tribo podia se converter.
Foi então que, como conta a história, Nossa Senhora apareceu ao cacique Coromoto, na porta de sua cabana, para convidá-lo a que desistisse de sua perseguição e fosse batizado. O cacique ainda tentou enfrentá-la com seu arco, mas, no momento de disparar uma de suas flechas, foi cegado pelas luzes resplandecentes que emanavam de Nossa Senhora.
Ao final do episódio, o cacique viu-se só, com uma imagem de Nossa Senhora em suas mãos. Perdendo todo ímpeto violento, Coromoto iniciou um processo de conversão e solicitou o batismo aos padres capuchinhos.
Logo a devoção a Nossa Senhora aparecida a Coromoto começou a crescer entre a população local, chegando a alcançar toda a Venezuela com o passar dos anos. Começou a ser chamada e venerada como Nossa Senhora de Coromoto.
No dia 7 de outubro de 1944, o Papa Pio XII a declarou como Padroeira da República da Venezuela. Três séculos depois de sua aparição, a imagem recebeu a coroação canônica, em 1952.
Esta imagem, de 2,5 centímetros de altura por 2 centímetros de largura, está exposta à veneração na Basílica Menor Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto.
A festa de Nossa Senhora de Coromoto é celebrada no dia 11 de setembro, mas os venezuelanos também a celebram nos dias 2 de fevereiro e 8 de setembro.