Em 1894, na França, em pleno regime anticatólico que ameaçava a educação cristã, surgiu em La Roche a obra de Nossa Senhora das Escolas. O movimento foi iniciado por um zeloso pároco local que fundou duas escolas paroquiais e as colocou sob a imediata proteção da Virgem Maria, recebendo, inclusive, o apoio e a bênção do Papa Leão XIII.
Pouco tempo depois, a forte perseguição do Estado contra o ensino por congregações religiosas deu cabo da obra em solo francês e vitimou o seu fundador. No entanto, a semente da devoção cruzou o oceano. Em 1899, em Ville-Marie (Montreal, Canadá), a Superiora da Escola Normal acolheu a mensagem e proclamou oficialmente Nossa Senhora como a padroeira das escolas daquela região, garantindo que o legado educacional cristão não se perdesse.
A consolidação definitiva dessa devoção na Igreja Católica ocorreu em meados do século XX. Em 1947, o Papa Pio XII aceitou a proposta de professores, religiosos e leigos do Quebec, declarando a Virgem Maria sob este título como a padroeira da juventude e dos estudantes locais. Cinco anos mais tarde, esse patrocínio foi estendido para todo o território nacional.
O ápice desse reconhecimento se deu em 1958, ano do 60º aniversário da congregação no Canadá, quando o Papa ordenou a coroação canônica da imagem na Basílica de Notre-Dame, em Montreal. Na ocasião, a estátua recebeu duas coroas financiadas por orações e doações vindas de fiéis de todo o mundo, incluindo a cidade de Lourdes, na França.
Hoje, Maria Santíssima é invocada mundialmente como a Rainha de todas as Escolas, bem como dos corpos docente e discente do Canadá. Assim, atendendo ao pedido do episcopado canadense, o Santo Padre proclamou a “Madonna delle Scuole” também como a padroeira de todas as escolas e dos estudantes do Canadá, eternizando seu papel como a Mãe e Educadora por excelência.