No Catolicismo, as aparições marianas são as manifestações da Virgem Maria diante de uma ou mais pessoas, num lugar e tempo histórico determinado.
As aparições de Maria testemunham a sua presença viva e ativa na vida da Igreja. Suas aparições servem como um canal para nos conduzir ao seu Filho e fazer a Sua vontade, como em Caná da Galileia.
Algumas foram reconhecidas pela Igreja Católica, outras não, pois todas são vistas com prudência pela Igreja.
Basílica São Miguel Arcanjo
Entre as aparições marianas que contam com reconhecimento e aprovação eclesiástica, destaca-se a impressionante história ocorrida em Madri, na Espanha (1449), sob o título de Santa Maria da Cruz (frequentemente invocada como Nossa Senhora das Aparições), em Cubas de la Sagra.
Ali, a Virgem Maria apareceu por nove vezes consecutivas à humilde pastora Inês Martínez, deixando um apelo urgente à penitência para livrar o povo de uma iminente epidemia. Diante da incredulidade das autoridades locais, a Mãe de Deus gravou na mão direita da menina um sinal físico irrefutável — moldando seus dedos em forma de cruz — e, posteriormente, cravou uma cruz de madeira diretamente na terra para indicar o local exato onde desejava a construção de seu santuário.
Essa rica manifestação medieval documentada soma-se a outras grandes intervenções proféticas na história da fé, como a da Virgem de Guadalupe, no México (1531); Nossa Senhora da Siluva, na Lituânia (1608); Virgem da Medalha Milagrosa (1830) e Nossa Senhora de Lourdes (1858), na França; a Virgem de Fátima, em Portugal (1917), e a Mãe do Mundo de Kibeho, em Ruanda (1981).
É assim que, com o título de Nossa Senhora das Aparições, queremos, como fiéis, reconhecer que Nossa Mãe, a Virgem Maria, tem um papel importantíssimo e influente na vida da Igreja e de cada um de nós, seus filhos, pois Ela é cooperadora da Redenção.