Nossa Senhora da Revelação

Nossa Senhora da Revelação

Na aparição de 30 de maio, Nossa Senhora enviou uma mensagem às irmãs filipinas, para que rezassem pela conversão dos incrédulos.

Conheça a História

Nossa Senhora da Revelação

No sábado depois da Páscoa, 12 de abril de 1947, o condutor de bonde Bruno Cornacchiola, de 34 anos, achava-se livre de serviço depois do meio-dia e queria aproveitar aquela linda tarde de primavera para fazer uma excursão a Ostia, bairro da cidade de Roma, com seus três filhos; mas, como perderam o trem, resolveram ir até Tre Fontane, Igreja de Roma dedicada a São Paulo.

Bruno conhecia muito bem o lugar com seu bosque de eucaliptos, silencioso e tranqüilo, longe do ruído da grande cidade de Roma. Bruno havia lutado na Espanha, como legionário, a favor dos comunistas e fazia cinco anos que abandonara a religião católica, seguindo primeiro a doutrina dos batistas e depois a dos adventistas.

Era fervoroso propagandista de sua crença. Lia com assiduidade a Bíblia protestante, à procura de textos que pudesse utilizar em ataques contra a Igreja Católica.

Também naquele fim de semana Bruno se entretinha, em Tre Fontane, em formular idéias para uma conferência contra a virgindade da Santíssima Virgem.

Lia, apontando no papel os pensamentos para a conferência que devia ser lida no dia seguinte, enquanto seus filhos continuavam a brincar de futebol com uma bolinha de borracha, à sombra do bosque de eucaliptos.

Subitamente, o seu trabalho é interrompido: Isola, de 10 anos, e Carlos, de 7, gritam: “Papai, papai, perdemos a nossa bola! Perdemos a nossa bolinha!”

Bruno sai então à procura da bola em companhia das crianças, depois de ter dito a Gianfranco, de 4 anos, que ficasse ali numa gruta situada na parte mais alta do bosque, olhando as revistas infantis ilustradas.

Os três percorrem então o mato à procura da bola; mas, como o filhinho mais moço não respondesse mais, como antes, à voz do pai, dirigiu-se este, muito preocupado, para a gruta, à entrada da qual encontrou, com grande espanto, o pequeno Gianfranco ajoelhado, as mãos postas, repetindo sempre, a sorrir:

“Bella Signora! Bella Signora”.

A atitude “católica” de oração da criança era inteiramente contrária aos costumes da família Cornacchiola. Além disso, o menino nem era batizado.

O pai chamou Isola, que se encontrava acima da gruta, e perguntou a ela e a Carlos, que se achava ao lado: “Vocês estão vendo alguma coisa na gruta?”

“Não, papai!”, responderam.

Mas, no mesmo instante, Isola cai de Joelhos e, de mãos postas como o irmãozinho, repete: “Bella Signora!…” e também Carlos se ajoelha e balbucia como que extasiado: “Bella Signora! Bella Signora!…”.

Podemos imaginar o espanto e a aflição do condutor de bondes. Sacode as crianças, porém elas continuam na mesma posição, com os rostos pálidos, mas inteiramente espiritualizados, e os olhos muito abertos, fixos em um mesmo ponto da gruta.

Bruno é, no fundo, de natureza religiosa: crê em Deus, crê em Cristo e também no demônio. Temendo que os filhos estivessem sob o influxo demoníaco, rezou do fundo do coração: “Senhor, salvai-nos!”.

Foi como se mãos invisíveis o tivessem sacudido, e que alguém lhe tivesse arrancado a venda que lhe cobria os olhos. (Tudo isso ele mesmo narrou ao sr. Lacatelli, colaborador do Giornale d`Itália).

Súbito, Bruno sente-se leve como uma pena. Da gruta sombria não vê mais nada, a não ser que lhe parece inundada de luz deslumbrante, e naquela claridade excelsa Bruno vê uma encantadora figura de mulher, verdadeira formosura oriental, como se expressou ele, de 1,65 m de altura conforme lhe pareceu.

Os pés nus pousavam sobre um bloco de pedra, atualmente conservado no vizinho convento dos trapistas. O corpo da celestial aparição está envolto numa túnica branca, presa por uma faixa rósea. Da cabeça, desce-lhe um manto verde até os pés. Na mão direita segura um livrinho cinzento. A esquerda aponta para baixo, indicando uma veste negra (batina?); perto havia uma cruz quebrada.

Bruno Cornacchiola disse ouvir uma voz a nenhuma outra semelhante, pelo tom e pelo modo como lhe falava:

De fato, alguns dias depois, em 28 de abril, verificou-se a predição.

Ao entrar na igreja de Todos os Santos, administrada por um dos filhos espirituais de dom Orione, dirigi-se ao Pe. Albino Frosi:

– Permita, padre, que lhe diga uma palavra…

– Ave, Maria, filho, que desejas? respondeu o Pe. Frosi

– Sou protestante, mas quero tornar-me católico.

– Apresentá-lo-ei a quem melhor o atenda, retorquiu o padre.

Cumpriu-se à risca o sinal dado pela Senhora. O Pe. Frosi apresentou-o ao seu colega Pe. Gilberto Carniel, acostumado a tratar com convertidos.

Desde o dia 12 de abril, Bruno tornou-se outro homem, e essa conversão completa de um apóstata foi o primeiro milagre da graça operado em Tre Fontane.

Bruno procurou reparar, segundo suas forças, o escândalo que havia dado e suportou pacientemente toda sorte de agravos. Todas as vezes que podia, dirigia-se à gruta para rezar, e nos dias 6, 23 e 30 de maio foi agraciado com novas visões.

Depois de receberem a necessária instrução, Bruno e sua mulher foram novamente admitidos no seio da Igreja Católica, no dia 7 de maio. Em 18 de maio, o filho mais novo, Gianfranco recebia o batismo, e Isola, a crisma e a primeira comunhão.

Na aparição de 30 de maio, Nossa Senhora enviou por meio de Bruno uma mensagem às irmãs filipinas, que naquela região se dedicam à educação da juventude. Que rezassem pela conversão dos incrédulos, principalmente pelos incrédulos do bairro.

A expressão “Virgem da Revelação” que Nossa Senhora usou é, conforme a suposição de Lacatelli, uma alusão à ‘Misteriosa Revelação’, o Apocalipse, e uma indicação de que atualmente vivemos nos tempos apocalípticos, e visto que, como protestante, Bruno lia outra Bíblia, é bem provável que o livro que Nossa Senhora segura na mão direita signifique a Bíblia católica.

Inúmeros são os milagres que se operam por meio da terra da gruta, por intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Nossa Senhora da Revelação, rogai por nós que recorremos a Vós!

Momento de fé

Oração de Nossa Senhora da Revelação

Nossa Senhora da Revelação, que os dogmas da vossa Virgindade, Assunção e Imaculada Conceição sejam para todos sinais de vossa santidade e íntima participação no projeto salvífico de Deus. Iluminai-nos através da Palavra do vosso Filho, para que saibamos viver sempre melhor a fé cristã. Amém.

Para sua caminhada

Reflexão de Nossa Senhora da Revelação

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