A devoção à Nossa Senhora da Batalha tem a sua origem na batalha de Aljubarrota, na qual se enfrentaram castelhanos e portugueses. O exército português se encontrava em inferioridade numérica, em proporção de 1 soldado para 5 do exército inimigo.
A batalha aconteceu no dia 14 de agosto de 1385, na véspera da festa da Assunção. Os portugueses, mesmo em desvantagem, colocaram a sua confiança em Deus e na proteção de Nossa Senhora, abstendo-se de beber água e até mesmo de comer até o meio-dia.
A batalha foi um choque tremendo, violento e rápido entre os dois exércitos. Depois de uma luta intensa, os castelhanos começaram a fugir. A notícia da vitória portuguesa chegou, milagrosamente, nesse mesmo momento até Lisboa, onde os habitantes da cidade começaram procissões em ação de graças a Deus, à Virgem e a São Jorge pela vitória portuguesa.
Pouco tempo depois, um soldado português, que era mantido prisioneiro em uma nau castelhana, conseguiu fugir e confirmar a notícia. As comemorações da vitória continuaram junto com a festividade de Nossa Senhora da Assunção.
O rei D. João I, líder das forças portuguesas, que tinha feito na manhã do dia 14 uma promessa a Nossa Senhora, mandou construir no local da vitória um mosteiro intitulado Nossa Senhora da Batalha, ou da Vitória. Pouco tempo depois, também foi construída uma ermida em honra de São Jorge, a cuja intercessão os portugueses, aliados dos ingleses, tinham também se confiado.
A vitória foi um fato importante para a história de Portugal, pois consolidou o reinado de D. João I, o primeiro da dinastia de Avis, resolvendo a disputa com o Reino de Castela e preparando a era dos descobrimentos.

Mosteiro da batalha, Portugal
Martín Ugarteche, SCV