“A Boa Mãe, título de Maria, […] é a expressão feminina dos atributos de Maria à luz da bondade de Deus. A atitude fundamental diante dessa imagem é o símbolo profundo a que Ela remete: a entrega, a confiança nos braços de Deus. A simplicidade, muito mais que uma atitude externa diante dos fatos e acontecimentos da vida, se fundamenta numa experiência de proximidade, familiaridade e intimidade com Deus” explica o Ir. Benê Oliveira, FMS, no subsídio produzido pelos maristas para o ano mariano*.
Continua o texto indicando a popularidade deste título mariano na França do século XIX, que, se bem tenha sido promovida nas orações e escritos de São Marcelino Champagnat, acabou sendo esquecida por mais de um século. Relata logo depois a “redescoberta [da imagem] nos arquivos da Casa Geral em Roma pelo pesquisador Ir. Agostinho Carazo”. Posteriormente, “em 1985 a estátua foi entronizada na Sala Capitular e pela primeira vez presidiu a todas as sessões capitulares dos Irmãos Provinciais e delegados do mundo Marista”.
Hoje esta imagem pode ser encontrada na Casa Geral dos Irmãos Maristas, em Roma. A imagem da Virgem que, num abraço aconchegante, mostra o Menino Jesus, nos deixa ver a doçura do pequenino que é o Deus conosco, o Emmanuel. Este pequeno, com o dedo colocado na boca, nos manifesta quão seguros podemos sentir-nos nos braços de Maria, a Boa Mãe.
Essa percepção foi muito clara para São Marcelino, que escreveu: “sem Maria não somos nada; com Maria temos tudo, porque Maria sempre tem seu adorável Filho nos braços e no coração”.
A proposta de oração no subsídio do Ir. Benê* convida a acolher a experiência do salmista: “Senhor, meu coração não é arrogante, nem soberbo é o meu olhar… Como criança no colo de sua mãe, como criança, assim está a minha alma” (Sl 130). Assim, convida a rezar.