Papa Francisco será “peregrino ecumênico” na Suíça

Visita é marcada pela celebração dos 70 anos de fundação do Conselho Mundial de Igrejas. Saiba mais.
Imagem Papa Francisco 1 do artigo É preciso ser cristão além das palavras
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Como um “peregrino ecumênico” o Papa Francisco desembarca em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira (21). A visita do Pontífice é motivada pela comemoração dos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), organismo que congrega mais de 500 milhões de cristãos não católicos no mundo.

O lema da visita intitulado ‘Caminhar, rezar e colaborar’, contém o que o diálogo ecumênico representa hoje. De acordo com o secretário-geral do CMI, reverendo Olav Fykse Tveit, “o ecumenismo é importante para a preservação da paz na Europa e no mundo”.

Precisamente, Francisco tem manifestado em atitudes e não somente em discursos, a busca pela paz entre as diversas religiões e nações. Como por exemplo, quando foi até a Suécia para participar das celebrações ecumênicas pelos 500 anos da Reforma Protestante ou quando promoveu o encontro entre o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I e os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Abu Mazen, realizado em 8 de junho de 2014, no Vaticano.

Conselho Mundial de Igrejas

A Igreja Católica Romana não integra o organismo, mas mantém-se em diálogo oficial com o conselho e colabora em diversos programas, como por exemplo, as bolsas de estudo que oferece para estudantes não católicos no âmbito ecumênico.

Monsenhor Andrzej Choromanski, membro do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, explica que a Igreja católica não faz parte do CMI, por questões de ordem teológica e prática.

“Do ponto de vista teológico há vários problemas, mas isso não tira a possibilidade de no futuro a Igreja católica aderir ao CMI”, disse. Toda vez que um Papa visita o CMI, é reproposta a questão da adesão da Igreja católica ao Conselho Ecumênico.

Papa Francisco será o segundo pontífice nos últimos tempos a visitar a Suíça. O último a visitar o país foi o Papa João Paulo II, que foi a Berna em 2004, um ano antes de morrer.

Das 8,3 milhões de pessoas na Suíça, 38% identifica-se como católicos apostólicos romanos e 27% pertence à igreja protestante.

As relações externas entre a Santa Sé e a Suíça estão entre as mais antigas relações diplomáticas bilaterais.

Programa da visita

Além da visita ao organismo ecumênico, está na agenda papal um encontro com o presidente da Confederação Suíça, almoço no Instituto Ecumênico de Bossey, encerrando com a celebração eucarística no Centro de ConvençõesPalexpo de Genebra, onde são esperados mais de 40 mil fieis.

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