A Igreja é, por natureza, sinodal, reunindo na mesma estrada todas as pessoas que escolhem fazer parte do Corpo Místico de Cristo.
E nessa jornada que o Papa Francisco motiva a percorrer atualmente, temos a contribuição da vivência familiar para a sinodalidade.
A abertura ao diálogo e a escuta são primordiais no “ser” família. Esses elementos, somados ao fato de que durante a vida em família percorremos um caminho ora tranquilo, ora com seus percalços, nos dão esses aspectos de sinodalidade.
Outro dom inefável: a vida. Essa se estabelece no seio desta realidade e encontra nela um “lugar teológico” pois, durante sua existência, permite a manifestação de Deus em sua plenitude.
Das vocações que Deus, em sua infinita misericórdia, faz o coração humano conhecer, a família seguramente é a mais sinodal delas.
Diante disso, a Pastoral Familiar, sendo “família de famílias”, enseja em dar protagonismo à vocação matrimonial, levando a conhecer a realidade independentemente de como essa se apresenta, que se compreenda como este campo fértil para a vivência e a prática cotidiana da sinodalidade.
Quando a família consegue viver esse processo de sinodalidade a partir da própria casa, ela pode transbordar essa riqueza, levando assim também sua contribuição para a comunidade eclesial. Em consequência, podemos ver acontecer a complementariedade das vocações, gerando um caminho aberto para a comunhão, o diálogo e o fortalecimento da fé.
E a forma que isso se realiza sempre nos aponta para o ordinário da vida, como “uma verdadeira vivência litúrgica” na partilha da vida, nas decisões tomadas em conjunto, por exemplo.
Que possamos, como famílias, cumprir nossa missão de berço e promotora das vocações, o que inclui a vida em sua totalidade.
Faça parte da Família dos Devotos e ajude a Obra de Evangelização do Santuário Nacional.
Fonte: Solange e Alisson Schila