Pe. Vítor Coelho, o servidor

Quando o Cristo for o rei de nossos corações e Nossa Senhora a rainha de nossos serviços, então tudo terá novo sentido em nossa vida.
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O Pe. Vítor Coelho foi um servidor que se inspirava em Nossa Senhora

Padre Vítor aprendeu a servir com a Virgem Maria, a serva do Senhor

As imagens sagradas contêm sinais que indicam virtudes e atitudes das pessoas que elas representam. A imagenzinha da Mãe Aparecida nos surpreende com os traços de mulher branca, cor negra e cabelos indígenas: representa a miscigenação brasileira. Ela “apareceu” na curva de um “M” num rio brasileiro.

O venerável Pe. Vítor Coelho de Almeida, C.Ss.R. (1899-1987) se sentia motivado pelos “humildes sentimentos da Virgem que se dizia ‘serva do Senhor’”. De fato, Maria de Nazaré foi humilde de consciência e atitudes. A sua humildade era reflexo da Humildade do filho Salvador que veio ao mundo para nos redimir do orgulho de Adão e Eva. Também em Maria nós encontramos as virtudes da obediência e da verdade. Ambas provêm do Verbo, que se encarnou, nasceu e viveu obediente até a morte de Cruz e Ressuscitou verdadeiramente.

O Pe. Vítor Coelho argumentava: “Justamente o simbolismo que dá à imagem d’ Aparecida uma beleza fora do comum, mostrando-nos a grande Mãe de Deus, a Imaculada, em forma de escrava. Um outro motivo profundo faz-nos estremecer de amorosa piedade, diante da Rainha em figura de humilde serva. É que Maria Santíssima foi preservada para ser a Mãe do Redentor. Jesus redimiu-nos com o preço infinito do Sangue derramado na Cruz”. Por conseguinte, o venerável aprendeu de Nossa Senhora a exercitar a virtude da humildade. Ele não se intimidava em tirar dúvidas naquilo que não sabia. Gostava de objetividade esclarecedora. Foi sempre obediente ao Evangelho, às Normas da Igreja e da Congregação, aos profissionais da saúde e assim por diante. Também foi verdadeiro, simplesmente honesto em tudo o que fazia e ensinava. A “amorosa piedade” de Nossa Senhora o impressionava porque ele aprendia com Ela a seguir o seu Filho Jesus Redentor. Para ele, Nossa Senhora possuía consciência de que todo o Poder vem de Deus, segundo consta no Magnificat: “O Poderoso fez em mim maravilhas…” Bem como sabia que toda Honra pertencia ao Verbo Encarnado em seu ventre e Dela nasceu humanado. Da mesma forma, Maria sabia, por experiência, que toda glória pertencia ao Espírito Santo. Então, o Poder, a Honra e a Glória pertencem à Santíssima Trindade. Ai dos humanos usurpadores daquilo que é da Trindade Santa!

Assim sendo, Deus nos concede os dons e virtudes, aos quais devemos aceitá-los e assumi-los em nossa vida cotidiana; com esses iniciaremos os exercícios de santidade. A verdadeira santidade é experimentar a Vida Divina agindo em nós. “Porque Nossa Senhora e os santos são apenas participação desta Vida Divina que brotou da Eternidade”, ensinava o Pe. Vítor Coelho. Ele experimentou e ensinou a assumir a vocação recebida, aprendendo a gostar da missão que Deus nos confiou. A vocação é participar da Vida Divina que nos satisfaz e nos realiza ao fazer o bem ao gênero humano.

Em suma, quando o Cristo for o rei de nossos corações e Nossa Senhora a rainha de nossos serviços, então tudo terá novo sentido em nossa vida.

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