Entenda a razão para a Igreja decidir omitir as festividades dos santos durante a Semana Santa até a Oitava de Páscoa
A Igreja Católica dá início no Domingo de Ramos à Semana Santa, que se estende até o Domingo de Páscoa. Conhecida também como Semana Maior, vamos viver o momento central da liturgia católica romana e a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Todos os dias que compõem este período contêm celebrações e significados importantes para a Igreja.
Por isso, devemos ter a devida atenção com a liturgia, seja na compreensão do sentido litúrgico de cada dia, seja na correspondência com a nossa vida, por meio da conversão pessoal. Dada a importância e o peso deste período, durante a Semana Santa não se celebram festas dos santos e beatos da Igreja Católica.
“Tudo fica focado para a Semana Santa. Cada dia tem o seu santo normal dentro do calendário dos santos, mas não se celebra a memória deles. Podemos afirmar que existem graus e prioridades nas celebrações. O Tríduo Pascal é uma Solenidade, o maior grau das celebrações litúrgicas da Igreja.
Além disso, os dias da Semana Santa (de segunda a quinta-feira inclusive) e os dias da oitava da Páscoa têm precedência sobre todas as festas e memórias de santos da Igreja, de acordo com as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário”, esclarece o Padre Carlinhos Melo, da Arquidiocese de Aparecida.
Se nesses dias ocorrer uma “solenidade”, tanto do Santoral ( de São José, esposo da Virgem, em 19 de março, ou da “Anunciação do Senhor”, em 25 de março, por exemplo), será transferida para a segunda-feira após a oitava da Páscoa. Quando no calendário litúrgico, o dia do Santo aparecer como Festa ou Memória e cair nesse período ( entre a Semana Santa e a Oitava da Páscoa), conforme o Padre Carlinhos nos orientou, a festividade é omitida.
Tabela dos dias litúrgicos
Até para entender melhor de omitir a festividade do santo durante a Semana Santa , as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário estabeleceram uma tabela com três graus, parecido a uma escada de três patamares, com seus treze degraus.
No ponto mais alto está o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor, em posição única. É a celebração mais importante da Igreja, o centro da Liturgia, que derrama para todas as outras celebrações a sua eficácia de salvação.
CELEBRAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU (“Solenidades”) |
| 1. Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor |
| 2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes. Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, Quarta-Feira de Cinzas, Dias da Semana Santa, de Segunda a Quinta-feira inclusive. Dias dentro da oitava da Páscoa. |
| 3. Solenidades do Senhor, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos inscritos no Calendário geral. (Comemoração de todos os fiéis defuntos) |
| 4. Solenidades próprias (Padroeiro principal do lugar ou da cidade, dedicação e aniversário de dedicação da igreja própria, titular da igreja própria. Titular, do Fundador ou do Padroeiro principal da Ordem, ou Congregação) |
CELEBRAÇÕES DE SEGUNDO GRAU (“Festas”) |
| 5. Festas do Senhor inscritas no calendário Geral |
| 6. Domingos do Tempo do Natal e domingos do Tempo Comum |
| 7. Festas da Bem-Aventurada Virgem Maria e dos Santos do Calendário Geral |
| 8. Festas próprias (padroeiro da diocese, região, aniversário de Dedicação da igreja catedral) |
| 9. Os dias de semana do Advento, de 17 a 24 de dezembro inclusive. Os dias dentro da oitava do Natal. Os dias da semana da Quaresma |
CELEBRAÇÕES DE TERCEIRO GRAU (“Memórias”) |
| 10. Memórias obrigatórias do Calendário Geral |
| 11. Memórias obrigatórias próprias (Padroeiro secundário, da diocese, ou região e da Ordem ou Congregação e da província religiosa e outras memórias) |
Padre Rodrigo Arnoso explica o Ano Litúrgico:
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