As aparições da Virgem de Fátima em 1917, em Portugal, são amplamente conhecidas, especialmente o “Milagre do Sol”, ocorrido em 13 de outubro. No entanto, uma parte menos destacada dessas aparições é a presença de São José, que também foi testemunhada pela Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima.
Em entrevista ao National Catholic Register, Mike Wick, diretor executivo do Instituto on Religious Life, ressaltou a importância do papel de São José, chamando-o de “gigante silencioso” e “amigo esquecido que está constantemente presente”.
Monsenhor Joseph Cirrincione, estudioso das aparições de Fátima, enfatizou a importância da paternidade representada por São José, afirmando que a visão é um lembrete da paternidade de Deus.
“A paternidade de São José, assim como com todos os pais humanos, é o reflexo em uma criatura da paternidade de Deus Pai. A visão de São José e do Menino Jesus abençoando o mundo com Maria ao lado do sol, que não deixou o seu lugar, é a segurança de Deus de que, embora o homem possa rechaçá-lo, Deus nunca rechaçará o homem”, enfatizou.
As aparições de Fátima, com a presença da Sagrada Família e São José, são um lembrete da importância da fé e da família na vida dos fiéis. A devoção a São José, como esposo casto de Maria e pai adotivo de Jesus, é destacada como essencial para a vida cristã.
O Milagre do Sol, em Fátima
No dia 13 de outubro de 1917, na cidade de Fátima, em Portugal, ocorreu o Milagre do Sol. Este foi o momento em que – Jacinta, Francisco e Lúcia, conhecidos como os Três Pastorinhos, presenciaram a aparição de Nossa Senhora de Fátima. Eles já a viam com recorrência, todo dia 13, durante 6 meses, mas esta foi a primeira vez em que Ela revelou quem era.
O céu estava cinzento e a chuva caía sem parar desde o dia anterior. Apesar de o terreno ter se transformado em uma lama, ao redor de todo o lugar das aparições se tinham reunido ao menos 70 mil pessoas, entre eles jornalistas seculares que pretendiam desmentir as crianças. Alcançada a azinheira, Lúcia sentiu-se movida por um impulso interior para dizer às pessoas que fechassem os guarda-chuvas, enquanto efetivamente as nuvens pouco a pouco se abriam e deixavam filtrar os raios de sol.
No momento da aparição estavam presentes milhares de pessoas, incluindo jornalistas e fotógrafos. Os mesmos alegam que o sol “dançou”, logo após o céu se abrir e a chuva cessar.
“O astro assumiu várias cores, pôde ser visto a olho nu e começou a girar em torno de si mesmo, parecendo aproximar-se da Terra. Quando este acontecimento extraordinário cessou, as roupas das pessoas, que antes estavam ensopadas, se secaram. “ – Vatican News.
Fonte: Vatican News/ACI Digital/National Catholic Register