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Momentos como o que estamos vivendo no Rio Grande do Sul ultrapassam a nossa capacidade de compreender o sofrimento e a destruição causados pelas enchentes.
Em períodos assim, e também ao longo da nossa própria vida, estamos sujeitos a situações difíceis, como um problema pessoal, profissional, financeiro, conjugal, espiritual ou de saúde, que na maioria das vezes pode fazer com que questionemos a ação divina e até mesmo que nos sintamos sozinhos em meio a fortes tempestades.
Recordemos a cena na qual Jesus acalma a tempestade quando os discípulos estavam aflitos e medrosos:
“Depois ele entrou na barca acompanhado dos discípulos. Surgiu então no mar uma tempestade tão violenta que a barca estava ficando coberta pelas ondas; Jesus, entretanto, dormia.
Os discípulos vieram acordá-lo, gritando: ‘Socorro, Senhor! Estamos morrendo!’ Ele respondeu: ‘Por que estais com medo, homens pobres de fé?’ Então, levantando-se, interpelou os ventos e o mar e sobreveio uma grande tranquilidade.” (Mateus 8,23)
Nesse sentido, quando começarmos a achar que estamos abandonados, sem forças para lidar com as adversidades, com medo dos raios e trovões que parecem cair sobre nós e que fazem acreditar que o barco irá virar a qualquer momento, precisamos confiar na presença de Jesus, que tudo pode realizar e cessar.
Um barco onde Jesus está pode até balançar, a chuva e o vento desestabilizá-lo, mas nunca tombará. A proteção de Nosso Senhor se manifesta, sim, pelo Seu poder, mas também por meio de pessoas que nos estendem a mão.
No caso da tragédia climática em nosso país, Ele está em cada um que ajuda, mobiliza, doa roupas, alimentos e oferece auxílio financeiro, alguns até mesmo sem ter condições; também nos que se voluntariam para salvar as vítimas, nos abrigos, etc.
Este é o momento para que seja você a presença de Jesus em meio à tempestade, seja com a sua oração, mas principalmente com gestos concretos de caridade.