Para compreender o mistério do Natal, Santo Afonso se faz criança para se sentir próximo de Jesus. Ele busca traduzir seu conhecimento em uma linguagem simples e cheia de sentimentos humildes para também nos aproximar do mistério do nascimento do Deus Menino.
Em muitos de seus escritos encontramos referências dos momentos da infância de modo muito simples: Jesus envolto em panos, Jesus tomando leite, Jesus sobre a palha na manjedoura, Jesus dormindo e chorando, etc.
Cada gesto e cada detalhe não passa despercebido para o fundador. As faixas são o símbolo das cordas com as quais Jesus um dia será amarrado; a palha e a manjedoura anunciam sua vida dura, feita de sofrimentos e sacrifícios; o leite nos faz pensar na comida que comerá quando crescer e no pão da Eucaristia. O choro revela sua amargura pelos pecados do mundo e pela ingratidão dos homens.
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Podemos perceber também expressões e aspectos que podem despertar algum desconforto, mas é preciso partir do ponto de Santo Afonso e penetrar na sua alma simples e inocente, apaixonada pelo Menino Jesus.
Muitas vezes, Santo Afonso, em momentos de forte emoção, mostra sua devoção e sua piedade com canções e poemas, alguns dos quais são conhecidos como “Tu desces das estrelas”, e “Quando nasceste, Menino”.
Santo Afonso faz uso de todos os meios de expressão para dar vazão à plenitude dos sentimentos de fé e amor, de arrependimento e graça, de gratidão e espanto que nele surgem e que deveriam surgir em todo cristão diante do acontecimento de Natal, ao mistério supremo de um Deus que se faz homem, para que o homem se faça Deus, de um Deus que se faz homem para salvar todos os homens.