Reflexão quaresmal sobre nossas escolhas
A busca pela felicidade é algo universal. Todos querem ser felizes, e não há nada de errado nisso.
Mas até que ponto vale tudo para alcançar esse objetivo? A Quaresma, tempo litúrgico de preparação para a Páscoa, convida cada um de nós a também refletir sobre os caminhos que escolhemos para buscar a verdadeira felicidade.
Atualmente, o remake de uma novela retrata personagens que fazem qualquer coisa para alcançar poder e dinheiro (acreditam que isso trará felicidade), por meio da corrupção.
A trama mostra ambições desmedidas e a perda de valores éticos.
Mas será que essa é a verdadeira felicidade?
O que a Quaresma ensina?
A Quaresma é um tempo de conversão, um convite à reflexão sobre nossas atitudes e escolhas.
Durante esses 40 dias, a Igreja propõe três práticas: a oração, o jejum e a esmola. Cada uma delas ajuda a encontrar uma felicidade que não é passageira, mas duradoura e enraizada em Deus.
- OraçãoAproxima-nos de Deus e ajuda a discernir o que realmente importa. Quando rezamos, compreendemos que afelicidade não está no que temos, mas no que somos.
- JejumEnsina odesapegoe nos faz perceber que averdadeira alegrianão está no consumo desenfreado ou na busca incessante por prazeres passageiros.
- CaridadeLembra-nos que a felicidade se multiplica quando é partilhada. A caridade nos une ao outro e fazexperimentar a alegria genuínade servir.
Um caminho ou um atalho?
A sociedade atual sugere que a felicidade está no sucesso imediato, no prazer sem limites ou no acúmulo de bens. A novela em questão reflete bem essa mentalidade, mas também nos alerta sobre as consequências dessas escolhas.
Jesus ensina que a felicidade plena vem do amor e do serviço. Ele mesmo recusou os atalhos fáceis que lhe foram oferecidos no deserto e escolheu o caminho do sacrifício, que levou à ressurreição.
Neste tempo quaresmal, somos chamados a refletir: o que estamos dispostos a fazer para ser felizes? Fazemos escolhas certas ou cedemos à tentação dos atalhos ilusórios?
A verdadeira felicidade não é passageira, não depende de circunstâncias externas e, acima de tudo, não exige que passemos por cima dos valores que nos fazem humanos e cristãos.