Nos aos 20, um novo idioma musical nascia e só os corajosos ousavam tocá-lo
O Almanaque destaca um ritmo que nasceu nas vibrantes ruas de Nova Orleans e conquistou o mundo com seu estilo e improviso. Mas antes de seguir em nossa jornada pelo jazz, é importante entender as raízes musicais que o antecedem e os estilos que nasceram a partir dele. Afinal, quem veio primeiro: o blues, o jazz ou o bebop? A resposta está na história musical dos Estados Unidos.
O blues surgiu primeiro, no final do século XIX, como a expressão da alma negra americana recém-liberta da escravidão. O jazz veio logo depois, no início do século XX, misturando o blues com o ragtime e elementos da música clássica europeia.
Foi em Nova Orleans que essa mistura deu origem ao estilo que logo conquistaria o mundo. Não é à toa que essa época ficou conhecida como os “Loucos Anos Vinte”, foi a era da libertação dos costumes, das festas intermináveis e dos clubes noturnos onde o jazz fazia sucesso. Essa década foi chamada por muitos de The Jazz Age, o estilo estava em todos os lugares.
Quando os anos 40 chegaram, o jazz passou por uma revolução. Saiu das grandes orquestras para se tornar mais íntimo, mais cerebral e extremamente criativo. Nascia o Bebop. Uma verdadeira revolta artística contra a comercialização do jazz. Improvisos velozes, harmonias ousadas e músicos geniais. Um novo idioma musical nascia e só os corajosos ousavam tocá-lo.
Um verdadeiro gigante da história da música, o jazz revelou grandes artistas e músicos que se tornaram símbolos de alegria, genialidade e resistência como Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Louis Armstrong. Atualmente, essa história continua com grandes nomes que redefinem o jazz com talento, inovação e autenticidade.
Acompanhe, em detalhes, essa história que traz um jazz vivo, relevante e surpreendente. Dê o PLAY!
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