Ainda no avião, Leão XIV enviou mensagens de paz aos países sobrevoados e reforçou a unidade, o diálogo e a fraternidade entre povos
O Santo Padre, o Papa Leão XIV, iniciou, nesta quinta-feira (27), sua primeira viagem apostólica internacional, partindo de Roma rumo à Turquia e, posteriormente, ao Líbano. A bordo do avião, o Pontífice marcou o início da missão com palavras que revelam sua postura diplomática:
“Esperamos anunciar o quanto a paz é importante em todo o mundo. Além das diferenças, somos todos irmãos e irmãs.”
Mensagem direta aos jornalistas: “minha presença é uma mensagem”
Durante o encontro com os jornalistas que o acompanhavam no voo, o Papa demonstrou emoção sincera e sublinhou que a própria viagem expressa uma intenção clara: “Minha presença é, antes de tudo, uma mensagem.” Ele convidou a todos para “caminharmos juntos em busca de mais unidade e mais harmonia”, reafirmando o tom pastoral e fraterno que vem imprimindo ao seu pontificado.
Como é tradição nas viagens papais, Leão XIV enviou telegramas aos chefes de Estado dos países sobrevoados: Itália, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Sérvia e Bulgária.
Em cada mensagem, o Papa expressou orações, votos de paz, unidade, bem-estar, concórdia e progresso espiritual e social.
Esses telegramas confirmam seu estilo: um Papa que age com proximidade, abençoa cada povo e constrói pontes, mesmo antes de chegar ao destino.
Turquia: diálogo, diversidade e legado do Concílio de Niceia
O primeiro destino da viagem é a Turquia, na ocasião dos 1.700 anos do Concílio de Niceia, marco decisivo da fé cristã. Ao falar sobre o país, o Papa descreveu-o como “terra que convoca à fraternidade” e destacou sua vocação como cruzamento de culturas e religiões.
Leão XIV também reforçou que a diversidade é riqueza, dizendo que “a uniformidade seria um empobrecimento”, uma mensagem clara em defesa do diálogo entre cristãos, muçulmanos e demais tradições presentes na região.
Líbano: presença solidária onde há dor e fragilidade
Após a Turquia, o Pontífice segue para o Líbano (30 de novembro a 2 de dezembro). A viagem é vista pelo Vaticano como “um sinal de esperança” para um país marcado por crises políticas, sociais e econômicas.
O Papa pretende levar proximidade, consolo espiritual e incentivar caminhos de reconciliação, reforçando que a missão da Igreja permanece onde há sofrimento e vulnerabilidade.
As falas e gestos de Leão XIV nesta primeira viagem deixam evidente seu jeito de pastorear a Igreja:
- sentimento de fraternidade universal,
- ação orientada ao diálogo,
- tom pastoral que valoriza harmonia e proximidade,
- visão diplomática que aposta na diversidade como caminho de paz.
Este é seu sinal claro ao mundo: a paz não é apenas discurso, mas caminho a ser construído com coragem, misericórdia e encontro.
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Fonte: Vatican News