Pe. Mathias Raus: Patrono da Missão Redentorista no Brasil

Missionário Redentorista deixo um legado de dedicação pastoral e espírito de oração. Como Reitor-Mor, impulsionou a expansão missionária da Congregação
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Reitor-Mor que fortaleceu a Missão Redentorista e lançou as bases para a propagação da Copiosa Redenção em terras brasileiras

Mathias Raus nasceu em Luxemburgo, no dia 9 de agosto de 1829, na cidadezinha de Aspelt. Fez sua profissão religiosa em 01 de novembro de 1853 e ordenou-se sacerdote em 08 de agosto de 1858.

Durante sua vida missionária, por diversas vezes, exerceu o cargo de reitor e, como missionário de coração, participou de missões que deixaram traços marcantes.

Em Paris, ele era o encarregado da missão para os cidadãos da Alsácia-Lorena, regiões localizadas no Nordeste da França e sempre disputadas por França e Alemanha, devido a suas riquezas, localização estratégica e cultura mista.

Só Deus sabe quantos sermões, confissões, assistência aos doentes e conversões ele realizou, e quanto bem foi feito para as pessoas que o procuravam.

Em 1880, partiu para a Holanda a fim de se preparar para atender os nossos estudantes refugiados no exílio, tornando-se o seu prefeito.

Como Visitador Extraordinário da Vice-Província da Espanha, foi depois chamado a Roma como Consultor Geral, tendo sido eleito Reitor-Mor no Capítulo de 1894, como sucessor do Padre Nicolau Mauron, governando a congregação de 1894 a 1909.

Capítulos Gerais da Congregação Redentorista

Patrono da missão redentorista no Brasil

Pouco tempo depois de ser eleito como Reitor-Mór, delegou à província da Germânia Superior, estabelecida na Baviera, para o atendimento dos pedidos dos bispos de Goiás e de São Paulo, o que levaria ao início da presença redentorista no Brasil a partir de outubro de 1894, em Aparecida (SP) e Campinha das Flores, hoje Goiânia (GO).

Ele esteve pessoalmente acompanhando e abençoando os primeiros missionários no dia de sua partida para o Brasil.

Sua bondade era proverbial, sua consideração para com todos era encantadora e ele se destacava também pela serenidade e calma imperturbável, sendo marcado pelo amor e confiança que despertava naqueles que o conheceram.

Essas virtudes brilharam durante os quinze anos de seu governo como Superior Geral. Mas a bondade, no entanto, não excluía a firmeza, quando se tratava da observância regular. O espírito de oração o acompanhava em todos os lugares, seja em suas viagens, como no trato dos assuntos de seu ofício.

Padre Mathias Raus renunciou ao cargo de Reitor-Mor em 1909, por motivos de idade, mas sobretudo, para ter mais tempo livre para se unir mais perfeitamente a Deus. Assim ele disse:

“Devo renunciar ardentemente à minha carga e passar o resto do tempo nas minhas orações”.

Ele foi substituído pelo Padre Patrício Murray, que governou a congregação até 1947, pois naquele tempo o cargo era vitalício.

Depois de renunciar ao cargo de Reitor-Mor no Capítulo Geral de 1909, passou os últimos oito anos de sua vida em Bischenberg, em oração contínua, na montanha onde repousam os antigos missionários, apóstolos da Alsácia e veteranos da província francesa.

O Padre Raus tinha no coração o ardente desejo de ver os redentoristas imitadores de Jesus Cristo.

Prefeito dos estudantes, reafirmou incessantemente esta grande urgência dos Redentoristas e, em circulares aos membros da Congregação, apontou-a como o principal fundamento de nossa santificação.

Ele entregou sua alma a Deus na casa do Aspirantado de Bertigny, na Suíça.

«Judicium Patri saude, filii, et sic facite ut salvi sitis: Discite a me, quia mitis sum et humilis corde».

Padre Frederico de Held: O Redentorista de Zelo e Fé

Fonte: Instituto Histórico Redentorista

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