Nascida em Porto Alegre, em 1965, Adriana cresceu cercada pela arte. Filha de um baterista de jazz e bossa nova e de uma bailarina e professora de educação física, ela teve contato com a música desde muito cedo. Aos seis anos, ganhou o primeiro violão, e aquele instrumento acabaria se tornando uma espécie de companheiro para toda a vida.
A carreira profissional começou em meados dos anos 80. Com o tempo, Adriana percebeu que não queria ser apenas uma cantora de covers; ela queria se apropriar das canções, queria construir uma identidade própria e, mais do que isso, queria pensar no espetáculo como uma experiência completa.
Em 1990, a estreia de Adriana Calcanhotto em álbum já mostrava uma artista que sabia transitar entre suas próprias composições e grandes canções da música brasileira. E se o primeiro disco apresentou Adriana ao público, o segundo ajudou a consolidar definitivamente seu nome na música brasileira.
Aos poucos, ela começava a mostrar cada vez mais a força de sua escrita e que não era apenas a cantora interpretando boas canções; era também uma compositora que sabia construir imagens, sentimentos e pequenas cenas por meio das palavras.
Depois de construir uma carreira sofisticada dentro da MPB, mergulhou na música para crianças. O projeto foi pensado com a mesma inteligência, criatividade e liberdade que sempre marcaram sua carreira. Talvez seja justamente aí que a gente consiga entender melhor o significado do título do nosso programa de hoje: Adriana Calcanhotto, uma artista de muitas fases.