A basílica onde se venera a patrona da cidade de Castellón de la Plana, se levanta no mesmo lugar onde, segundo a tradição, foi descoberta, em 1366, a pequena imagem da Virgem, pelo arado do lavrador Perot de Granyana, ao sopé de uma árvore de amêndoas. Em algum momento da história, a Virgem recebeu o nome de Lidon, que se perpetua em algumas publicações de referência e na nomenclatura do povo.
O primeiro santuário conhecido é do século XIV. Posteriormente se ergueram outros dois, em 1670 e 1766. A basílica atual, construída na transição entre o barroco e o neoclassicismo, se apresenta como um templo bem proporcionado, com uma nave de considerável largura, capelas nos dois lados, comunicadas entre si, e um cruzeiro pouco profundo. Também se dispõe de camarim para subir com mais facilidade até a imagem.
A pequena figura, supostamente encontrada em 1366, apenas mede seis centímetros. Recentes investigações supõem que ela possa ser uma imagem da deusa Isthar, a grande mãe, posteriormente “cristianizada”, com uma cronologia que remonta ao VI milênio A.C. – com paralelos com outros exemplares frequentemente encontrados em uma zona entre os rios Tigre e Eufrates. Sob o subsolo do templo se localizam restos das culturas romana e árabe.
Este ícone pagão, cristianizado em tempo incerto e assumido como figura da Virgem Maria, a mãe de Deus, expõe-se e venera-se em uma escavação praticada no peito de outra imagem de tamanho maior, da Imaculada Conceição, que adquire com isto a condição de imagem-relicário. Esta imagem foi coroada pontifícia e canonicamente pelo Cardeal de Tarragona, Francesc Vidal Barraquer, no dia 4 de maio de 1924.
Em idêntica data, setenta e cinco anos mais tarde, consagrou-se a com catedral castelonense a Virgem do Lidon, sendo Ela a padroeira da cidade de Castellón de la Plane. Num pequeno museu da Basílica se expõem algumas peças de ofertas, imagens e os mantos da Virgem. O camarim se enfeita com vários lenços dos séculos XVII e XVIII. O Santuário foi erguido como Basílica por um breve Pontifício de SS. o Papa João Paulo II, de 18 de março de 1983.