A imagem de Maria da igreja de Paris foi esculpida em pedra negra e data do século XI. Considerada milagrosa, é diante dela que acorrem constantes peregrinações de devotos. Nossa Senhora do Bom Parto é especialmente invocada nas ocasiões de tragédias pessoais e públicas. Aos seus pés, o Padre Cláudio Poullart dês Places, junto com doze companheiros pobres, fundou a Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria, em 1703. A congregação dos padres espiritanos cresceu rapidamente, e orar diante da Virgem Negra de Paris era sinal da primeira consagração.
Outras personalidades importantes foram rezar aos pés de Nossa Senhora do Bom Parto, em Paris, dentre os quais, Domingos de Gusmão, Tomás de Aquino, Francisco de Sales — hoje Doutor da Igreja —, além de Sofia Barrat, Vicente de Paulo (que colocou sob a proteção da Virgem Negra de Paris a sua grande obra de caridade e os seus institutos) e, mais recentemente, João Bosco.
Durante a Revolução Francesa, a igreja de Saint-Etienne-des-Grès foi saqueada e destruída. Mas a escultura da Virgem Negra foi vendida a uma piedosa cristã, que a escondeu muito bem. Mais tarde, ela doou a sagrada imagem às Irmãs Enfermeiras da Congregação de São Tomás de Vilanova, que construíram uma capela nova para a veneração de Nossa Senhora do Bom Parto no distrito de Neuilly, seu atual Santuário. Desse modo, asseguraram o culto e as constantes peregrinações dos fiéis e devotos.
Foram os missionários espiritanos que divulgaram o culto à Senhora do Bom Parto no mundo. No Brasil, eles aportaram em dezembro de 1885 e encontram essa devoção já estabelecida no país. Os registros indicam que os cristãos brasileiros começaram a invocar a Nossa Senhora do Bom Parto diante da imagem da Virgem do Ó, na igreja erguida no Rio de Janeiro, em 1650. Isso porque, anexada a ela, os padres fundaram o Recanto do Bom Parto, para acolher as mulheres grávidas rejeitadas pela sociedade.
Atualmente, Nossa Senhora do Bom Parto é o nome de muitas localidades brasileiras e são inúmeras as paróquias dedicadas a ela, cuja imagem é similar à da Virgem Negra de Paris, já na cor clara.