A presença de Nossa Senhora está ligada à história dos nossos povos. “Como uma verdadeira mãe, Ela caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus. Através dos diferentes títulos marianos, geralmente ligados aos santuários, compartilha as vicissitudes de cada povo que recebeu o Evangelho e entra a formar parte da sua identidade histórica”*.
Nossa Senhora do Castelo é uma devoção que se encontra sobretudo na Europa e, nas diversas localidades, faz referência a acontecimentos que permitiram alcançar a paz. A diversidade dos países e das línguas que se aproximam dela sob este título expressam, de alguma forma, a catolicidade da Igreja.
Em Portugal, através de tradições imemoráveis, a devoção a Nossa Senhora do Castelo encontra diversas expressões: procissões, romarias, consagrações, confrarias, ex-votos, capelas e santuários. Suas origens costumam ser datadas por volta do século XIV.
Na imagem, vemos Maria coroada e com o menino Jesus. Suas festividades estão vinculadas às principais celebrações marianas: a Natividade, a Visitação a Isabel e a Assunção. A festa que foi tomando maior relevância (e ficou como um referente) é a da Natividade de Maria, celebrada no 8 de setembro. Nessa época, costumam se organizar as procissões (junto de diversos atos religiosos e civis) que permitem ao povo lembrar o grande dom que Deus deixou aos homens em Maria: Ela, que é Mãe do Salvador e defensora daqueles que se acolhem sob a proteção de tão excelsa Rainha.
* S.S. Francisco, Evangelii Gaudium, 286