O título Nossa Senhora Salus Populi Romani significa “Salvação do Povo Romano” e está ligado a um dos ícones marianos mais antigos e venerados da cristandade, conservado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
A devoção remonta ao século VI, quando o Papa Gregório Magno levou o ícone em procissão pelas ruas de Roma para pedir o fim de uma epidemia. Segundo a tradição, a intercessão de Maria trouxe alívio ao povo, e por isso ela passou a ser invocada como protetora dos romanos em tempos de aflição. Desde então, o título expressa a confiança do povo romano na proteção materna da Virgem.
A Igreja celebra Nossa Senhora Salus Populi Romani no dia 5 de agosto, mesma data da dedicação da Basílica de Santa Maria Maior. Esse templo é considerado o primeiro do Ocidente dedicado a Maria e foi construído após o Concílio de Éfeso, que proclamou Maria como Mãe de Deus.
O Papa Francisco reza diante do ícone da Salus Populi Romani, em 12 de abril de 2025
Nossa Senhora sob esse título é considerada padroeira de Roma e intercessora especial em tempos de guerra, epidemias e calamidades.
Muitos papas manifestaram sua devoção a esse ícone, entre eles São João Paulo II, Bento XVI e, especialmente, o Papa Francisco, que a visitava sempre antes e depois de suas viagens apostólicas e recorreu à sua intercessão durante a pandemia da Covid-19.
Em 2024, por ocasião dos 80 anos do voto de consagração do povo romano a Maria, feito em 4 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, o Papa Francisco instituiu uma memória litúrgica local em honra a Salus Populi Romani, celebrada anualmente em Roma nesse mesmo dia.
A devoção à Salus Populi Romani recorda que, nas provações da história e da vida pessoal, Maria está sempre próxima de seus filhos, intercedendo por todos como Mãe da Igreja e modelo de fé confiante em Deus.