A festa da Virgem da Bruna é celebrada desde há mais de 600 anos, quando foi instituída pelo então arcebispo de Matera, depois Papa, Urbano VI, no ano de 1389. Naquela época, o dia 2 de julho ainda era o da festa da Visitação.
Uma antiga lenda conta que uma jovem desconhecida pediu a um camponês que a levasse na sua carroça até a cidade de Matera. Ainda na periferia da cidade, desceu da carroça e pediu ao camponês que levasse uma mensagem ao Bispo, na qual dizia ser a Mãe de Cristo. Tanto o bispo, junto ao seu clero, quanto o povo, correram a acolher a Virgem, mas, no seu lugar, encontraram uma imagem, que foi feita entrar na cidade subida em um carro triunfal enfeitado.
A tradição da destruição da carroça tem a sua origem em outra lenda, segundo a qual os habitantes de Matera, para impedir que o quadro da Virgem fosse roubado e destruído dos sarracenos que assediavam a cidade, o esconderam primeiro em uma carroça e depois, estando a salvo o quadro, destruíram a carroça (ou, segundo outra versão da história, deixaram que os sarracenos a destruíssem) evitando que a imagem sacra caísse nas mãos dos infiéis. Os primeiros testemunhos da existência de um carro triunfal remontam a 1690.
A imagem da Virgem está situada na Catedral a ela dedicada. Na mesma Catedral, há um afresco que a representa. O Papa São João Paulo II rezou de joelhos diante desta imagem, pronunciando uma oração dedicada a ela.
Atualmente, o novenário começa no dia 23 de junho, inaugurando as festividades em honra da Virgem Santíssima da Bruna, e termina no dia 1 de julho, dia da vigília da festa. A carroça ou carro triunfal é abençoado pelo Arcebispo, o mesmo que transporta a Virgem da Bruna, também conhecida como a Virgem “que não tem medo”.