Há alguma controvérsia sobre a nacionalidade de Dâmaso, romano, espanhol, ou “espanhol da Lusitânia”. Sua eleição ao papado, em 366, foi perturbada pela tentativa do antipapa herege dos arianos (que negavam a consubstancialidade de Jesus com o Pai), Ursino, de chegar à Cátedra de Pedro. Além do arianismo, seu pontificado teve que se colocar firmemente também contra outras seitas heréticas, como os marcionistas, os donatistas, os novacianos, os sabelianos, os apolinaristas, os macedonianos…
Com tudo isso, definiu inequivocamente o primado do Romano Pontífice (a Igreja de Roma exerce jurisdição sobre todas as demais), constituiu o II Concílio Ecumênico em Constantinopla, organizou o canto dos Salmos, obrigatórios para o clero nas igrejas e mosteiros. Conviveu e contou com o auxílio de Santo Ambrósio, Santo Atanásio, Santo Agostinho e São Jerônimo, a quem encomendou a tradução, para o Latim, dos textos originais gregos e hebreus da Bíblia, conhecida como “Vulgata”, e que serviu durante séculos como referência para a Igreja.