Hoje celebramos a memória de São Pedro de Alcântara, sacerdote espanhol da Ordem Franciscana que se destacou por uma vida dedicada à penitência, à oração contemplativa e ao dom do conselho na direção espiritual das almas.
São Pedro de Alcântara viveu uma espiritualidade marcada pelo amor a Jesus Crucificado, com frequência o encontravam prostrado ante o crucifixo, derramando copiosas lágrimas. Este amor o levou a ser promotor incansavelmente da devoção à Santa Cruz.
Fundou o ramo franciscano de “estrita observância”, também chamados de alcantarinos, pois desejava que os religiosos abraçassem uma vida de maior mortificação, dedicando mais tempo à oração e meditação. Esta empresa foi motivo de muitas perseguições e ataques, mas com a graça de Deus floresceu notavelmente.
Santa Teresa de Ávila foi contemporânea a ele e, conhecendo sua vida santa e seus dotes para a direção de almas, o escolheu como conselheiro espiritual. Este vínculo espiritual foi fundamental para a reforma da Ordem Carmelita.
Também foi conselheiro de D. João III e santo de devoção da família real portuguesa, fato que levou D. Pedro I a pedir que fosse reconhecido como padroeiro do Brasil.