Paulo Miki nasceu em Kyoto, Japão, em 1564, e foi batizado ainda criança – no Oriente, já se faziam sentir os frutos da evangelização de São Francisco Xavier (1549-1551). Foi educado num colégio jesuíta e ingressou na Companhia de Jesus, o primeiro japonês a fazê-lo, desejando ser sacerdote e missionário.
Pelo fato de ser do país, e portanto natural com a sua cultura e língua, pôde entrar em diversos ambientes, conseguindo muitas conversões. Era ótimo pregador e conferencista, e seu modo afetuoso e acolhedor foi apontado como maior expressão do seu zelo do que suas próprias palavras.
Mas o imperador japonês iniciou uma perseguição aos católicos, expulsando-os do país. Os que ficaram foram presos e condenados, e assim Paulo Miki e dois companheiros, em Osaka. Notável foi a extraordinária coragem dos fiéis japoneses, que, não temendo a morte, publicamente proclamavam sua fé, acompanhavam os irmãos presos, e se ofereciam voluntariamente para o martírio.
A pena para Paulo e 25 outros foi a crucifixão, num lugar elevado que ficou conhecido como Monte dos Mártires, em fevereiro de 1597. Entre eles havia crianças de 11 e 13 anos, adolescentes, sacerdotes e leigos. Testemunhos escritos exaltam a constância e felicidade de todos eles: cantavam salmos, rezavam, encorajavam uns aos outros e instruíam aos que observavam para que abraçassem a Fé. São Paulo Miki publicamente perdoou ao imperador e aos responsáveis por sua morte, e pediu que se convertessem.
Um relato diz dele: “Paulo Miki, nosso irmão, vendo-se colocado no mais honroso e elevado púlpito que jamais tivera, começou por declarar aos circunstantes ser japonês e jesuíta e morrer por ter anunciado o Evangelho; e dava graças a Deus por tão excelente benefício.” E também, nas suas próprias palavras: “Declaro-vos, pois, que não há outro caminho de salvação fora daquele que os cristãos seguem.” São Paulo Miki é padroeiro do Japão.